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Veja o resumo das manifestações deste 07 de setembro:

O feriado de Independência do Brasil estava sendo aguardado há semanas pelos apoiadores do Chefe do Executivo, já que foram marcadas manifestações em todo o país, manifestações essas, favoráveis ao Presidente Jair Bolsonaro, em sua maioria.


Imagem: AMANDA PEROBELLI/REUTERS


Em Brasília, o Presidente discursou na Esplanada dos Ministérios, e disse que decisões não são fáceis, e pediu para as pessoas não escolherem o lado do conforto, e afirmou que sempre estará do lado do povo brasileiro. Bolsonaro seguiu dizendo as manifestações eram um comunicado, "é um ultimato para todos que estão na Praça dos Três Poderes, inclusive eu, o Presidente da República.", disse ele.


O Presidente, em discurso, falou sobre a convocação para amanhã do Conselho da República. O Conselho da República é responsável por pronunciar, eventualmente, intervenção Federal, estado de defesa e estado de sítio. Também é responsável por questões relevantes a estabilidade das instituições democráticas. Participam do Conselho, segundo o Artigo 89, além do próprio Presidente:


O Vice-presidente, o Presidente da Câmara, o Presidente do Senado, os líderes da maioria e minoria das duas casas, o Ministro da Justiça, além de seis cidadãos, dois nomeados pelo Presidente, dois pelo Senado e dois pela Câmara.


O Vice-presidente Hamilton Mourão disse: "julgo que o Presidente se equivocou, pois ninguém sabe disso [Conselho da República]". Mourão, amanhã, tem agenda para cumprir na Amazônia. Informação da Veja.


Em relação aos protestos realizados em São Paulo, em São Paulo, 4 mil policiais, com 1.400 viaturas, 100 cavalos, seia drones e três helicópteros da PM.

Números do efetivo designado para as manifestações.


Sobre o dia da independência, Rodrigo Pacheco, que é o Presidente do Senado, disse que o Brasil não pode deixar de compreender a mais evidente dependência de algo que deve unir o país: a absoluta defesa do Estado Democrático de Direito.


O PSDB convocará reunião para discutir eventual impeachment de Bolsonaro, após atos de hoje. João Doria, que governa São Paulo, disse, pela primeira vez, sobre o impeachment, e defendeu o afastamento do Presidente.


Diferente do que se imaginava, Bolsonaro não foi à Paulista de carro, mas sim de helicóptero. O Presidente chegou em SP às 13h15.


O discurso na Paulista começou por volta das 15h30.


"Não vamos mais admitir pessoas como Alexandre de Moraes continuem a açoitar a nossa democracia e desrespeitar a nossa Constitução. Ele teve toda as oportunidades para agir com respeito para todos nós, mas não agiu dessa maneira como continua não agindo.", disse o Presidente sobre o Ministro Alexandrede Moraes, do STF.


Ainda em discurso, o Presidente foi direto: "ou o Ministro se enquadra ou ele pede para sair."



Imagem: DANILO M YOSHIOKA/FUTURA PRESS/ESTADÃO


O Presidente também criticou prefeitos e governadores, em relação a pandemia de Covid-19, e falou sobre sair da Presidência:


"Só Deus me tira de lá. Preso, morto ou com vitória [nas eleições]. Digo aos canalhas que eu nunca serei preso. A minha vida pertence a Deus, mas a vitória é de todos."

A Secretaria de Segurança Pública informou que 140 mil pessoas foram às ruas hoje em São Paulo, entre apoiadores ou não. O Vale do Anhangabaú também foi marcado por manifestantes. A oposição se reuniu, entre eles, CUT, PT e PCdoB. Diferente do que esperava, de ambos os lados, os problemas entre os "dois lados" ficaram de fora do "mano a mano", mesmo com 4km, em alguns pontos de São Paulo, separando apoiadores de opositores. Apenas casos isolados foram notados, mas sem grandes proporções.


O Portal Futuro Livre realizou, ao longo do dia, uma cobertura especial pelos stories do Instagram, com imagens exclusivas das manifestações.

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