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Tecnologia Legal - Especial: o futuro automotivo pode não ser como você imagina

O futuro esperado pode apresentar algumas variações em relação ao que vinha sendo previsto. Diversas previsões se revelaram incertas; por exemplo, a concepção de carros voadores não se concretizou como uma realidade palpável.


Em contrapartida, a ideia de carros autônomos demonstrou-se tão promissora que hoje testemunhamos a comercialização desse tipo de veículo em todo o mundo.

Além disso, os veículos movidos a eletricidade tornaram-se extremamente populares entre consumidores de diversos pontos do globo. E engana-se quem imagina que a inteligência artificial não desempenhará um papel nessa sinfonia futurística; ela já se tornou uma parte integrante dos sistemas de entretenimento de diversos veículos.


Aperte os cintos e me acompanhe nessa jornada porque o futuro é agora.


Seriam os carros elétricos uma tendência mundial?


As estatísticas globais mostram que o mercado de veículos elétricos está crescendo constantemente, com mais de 5,6 milhões de unidades em todo o mundo, um aumento de 64% em relação a 3,4 milhões. Prevê-se que, até 2040, 58% das vendas globais de carros de passageiros serão de veículos elétricos.


Na Europa, a tendência é positiva para a adoção de veículos elétricos, com mudanças significativas impulsionadas por regras, incentivos e preferências dos consumidores em diferentes países.

Cenário Internacional em 2023:

China: Lidera as vendas globais de veículos elétricos, com um aumento de 66% nas vendas. Controla dois terços da indústria global e projeta que os veículos elétricos representem 20% das vendas de carros novos até 2025.


Noruega: 58% das vendas de carros novos são elétricos.


EUA: Vendeu 32.118 veículos elétricos em menos de um ano, registrando um aumento de 75%. Tesla é um impulsionador importante do mercado.


Zoom in nos EUA: 10% dos carros elétricos nos EUA pertencem ao grupo etário de 25 a 34 anos, impulsionados pela conscientização ambiental, isso vem se tornando tendência em outros países. A venda de veículos com valor mais acessível ao mercado vem auxiliando com essa estatística, um exemplo disso é o Nissan Leaf, que é vendido com preço de $29.990, sendo uma opção econômica para os consumidores.


Noruega: 84,3% dos 28.950 carros de passageiros registrados são totalmente elétricos.


Suécia: Houve um aumento de 57,5% em carros de passageiros totalmente elétricos, contribuindo para uma quota de mercado de 38,8%.


Alemanha: A redução dos incentivos resultou na queda para 23,9% de quota de mercado para veículos plug-in, mas carros elétricos puros crescem 42,1%.


Portugal: As vendas de veículos plug-in representam 36,3% do mercado com um aumento de 61,3% nos primeiros nove meses de 2023.


Reino Unido: Crescimento de 41,8% nos carros elétricos puros, representando 17% do mercado.


França: Veículos plug-in representam 26,4% do mercado, com carros elétricos puros contribuindo com 16,7%, com crescimento anual de 35,5%.


Espanha: Veículos elétricos representam 5,2% das vendas, impulsionados por subsídios governamentais.


Itália: Crescimento de 20,1% nos carros elétricos, representando 3,9% do mercado, enquanto veículos a gasolina atingem 29,1% de quota de mercado.


But! Vamos com calma

Como citado os carros elétricos estão se tornando cada vez mais populares ao longo do tempo, e é fácil entender por quê. Eles são eficientes, ecológicos e podem economizar muito dinheiro para os motoristas a longo prazo. Porém nem tudo são rosas, para que os carros elétricos continuem ganhando popularidade, é necessário enfrentar alguns desafios significativos.


Os maiores desafios relacionados a essa maravilha tecnológica estão ligados à infraestrutura, vamos conversar sobre isso?


Vou carregar aonde?

Um problema que tem impedido a adoção de carros elétricos é a falta de estações de carga. Sem uma infraestrutura adequada, os carros elétricos só podem ser utilizados para deslocamentos ou trajetos curtos.


No entanto, à medida que mais estações de carga forem construídas, esses veículos se tornarão mais práticos para viagens de longa distância.

A bateria dura?

Outro desafio chave relacionado aos carros elétricos é a falta de tecnologia de baterias eficiente. As baterias modernas ainda não conseguem igualar a autonomia dos veículos a gasolina. No entanto, à medida que a tecnologia das baterias melhora, os carros elétricos se tornarão ainda mais práticos e eficientes.


E no Brasil?

O Brasil lidera a taxa de consideração por veículos elétricos, especialmente entre os donos de carros mais novos e de luxo, ou seja, o brasileiro tem o desejo de substituir os veículos a combustão por soluções elétricas.


Essa tendência é maior entre os donos de carros mais novos e de luxo. Proprietários de veículos híbridos ou com baixa produção de carbono tem a tendência de aderir de maneira mais fácil os veículos elétricos.

Porém não é apenas o interesse em preservar o meio ambiente que impulsiona essa tendência de consumo, fatores como o elevado custo dos combustíveis e o interesse por novas tecnologias tem colaborado com esse quadro.


Apesar disso o alto custo desse tipo de veículo vem impedindo que os mesmos possam ser vistos em maior número em terras tupiniquins.

O que o futuro reserva?

Apesar dos obstáculos, o horizonte para os carros elétricos é promissor. Com o crescente interesse em veículos ecologicamente conscientes, é previsto que os desafios de infraestrutura sejam superados. No cenário brasileiro, há a esperança de que esses veículos se tornem mais acessíveis, possibilitando sua disponibilidade para uma parte maior da população.


Carros voadores?

Os avanços tecnológicos em aerodinâmica, eficiência e segurança de baterias estão tornando viáveis comercialmente os veículos elétricos voadores, como pequenos aviões e E-VTOLs (apelidados como “carros voadores”). Esses veículos, impulsionados pela necessidade de resolver problemas de tráfego urbano e reduzir a pegada de carbono, enfrentam desafios como autonomia limitada, necessidade de formação de mão-de-obra especializada e infraestrutura para voos elétricos.

Grandes empresas, como Airbus, Embraer e Uber, estão investindo em pesquisa e desenvolvimento para impulsionar o mercado global de veículos elétricos aéreos, previsto para atingir US$ 50 bilhões até 2032.

Apesar dos testes bem-sucedidos, obstáculos tecnológicos e regulatórios ainda precisam ser superados para garantir o sucesso dessa transformação.


No Brasil, a ANAC assinou uma carta de intenção com a FAA (Administração Federal de Aviação) para certificar eVolts, marcando um passo significativo para o desenvolvimento desses "carros voadores", a ideia é estabelecer regulamentações e certificações, permitindo a integração desses veículos aéreos elétricos nas operações urbanas e destacando a busca por opções de transporte sustentáveis.


Ainda empresas como a norte americana Honeywell, estão empenhadas no desenvolvimento de sistemas de propulsão para veículos de pouso vertical.


Projeta-se os investimentos superiores a US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos, busca-se tornar esses veículos economicamente e ambientalmente viáveis. A meta é oferecer custos de transporte equivalentes aos de uma viagem de Uber Black.


Estima-se que a eletrificação e automação podem reduzir o custo operacional desses veículos em 35% a 75%.

A prefeitura do Rio de Janeiro explora a possibilidade de integrar esses veículos elétricos ao setor turístico.


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