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Opinião: Datena candidato atrapalha planos da Band

Se realmente acontecer e José Luiz Datena se tornar candidato à Prefeitura de São Paulo, automaticamente ele deve se afastar da apresentação do Brasil Urgente, exibido de segunda à sábado, na Band. Até aí normal, porém, para muitos a escalação natural para sua substituição no período eleitoral é o nome de seu filho, Joel Datena. No entanto, na opinião deste colunista, isso atrapalharia (e muito) a Band.

Vamos aos fatos: Joel Datena comanda, atualmente, o Bora Brasil nas manhãs da emissora, e com a saída de Edu Guedes da Band (e possível volta à RedeTV!), a ideia da emissora é estender o horário de Joel na grade, ocupando boa parte da manhã, tornando uma opção na competição de audiência contra o SBT, que registra baixos índices (especialmente em São Paulo), com o Chega Mais.


O nome de Joel é um nome forte para esta disputa na manhã, mas se o pai precisar se ausentar, a dúvida em minha mente é sobre quem substituiria o filho nas manhãs da emissora, que passarão por mudanças com a saída de Edu. Muitos podem dizer que Joel permanece nas manhãs, e o substituto de José Luiz Datena é seu outro filho, o também apresentador Vicente Datena, que é muito bom por sinal.

Se Vicente, menos conhecido que Joel, for o escolhido para comandar uma das atrações de maior audiência da emissora, que tem altas chances de aumentar os números na disputa com o SBT, só o tempo vai dizer. Se a Band ousar, ela pode movimentar o mercado e contratar alguém de fora para, temporariamente, assumir o Brasil Urgente, e futuramente ganhar uma nova atração. Há vários nomes disponíveis no mercado, e que segurariam bem a apresentação de um dos grandes produtos da emissora.


Se Datena for eleito (caso realmente dispute a Prefeitura), a Band terá a missão de encontrar um sucessor, e mexer nas manhãs pode ser um tiro no pé. Cabe lembrar que Datena não pode apresentar seu programa sendo Prefeito de São Paulo, pois a Constituição Federal do Brasil estabelece que o Prefeito, ao exercer o cargo, deve se dedicar exclusivamente às suas funções administrativas e políticas. O exercício de qualquer outra atividade que possa interferir na função pública, especialmente aquelas que envolvem grande exposição pública, como a apresentação de um programa de televisão, é incompatível com o mandato.


Além disso, a Lei Orgânica do Município de São Paulo e a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992) reforçam a necessidade de dedicação integral às funções do cargo e a preservação da moralidade e impessoalidade na administração pública.


***As opiniões e informações apresentadas pelo colunista não referem, necessariamente, o posicionamento do Portal Futuro Livre e são de responsabilidade de seu autor.


Sobre o Colunista:


Lucas Rogério é editor-chefe do Portal Futuro Livre, além de vice-presidente do Grupo Inovação de Comunicações. Atua como produtor e apresentador do Podcast Mais Futuro e é criador da tag #EvoluirPraPensar no Instagram.


Instagram: @eulucasrogerio

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