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O Regionalismo Sonoro 5/10

Atualizado: 10 de abr. de 2023

Dando sequência ao conhecimento que vem das diversas vertentes existentes no Brasil, O Regionalismo Sonoro segue em Mato Grosso do Sul, na conversa com Sidi, representando a Dona Nohrma.


Ele relembra o início do grupo: "A música Dá-mo foi a primeira gravação que fizemos. Uma grande experiência! O início de tudo. Era uma música que eu já tinha publicado no Youtube, mas de um jeito caseiro e acústico. Os caras a pegaram e a transformaram numa canção completa e encorpada. Isso deixou todos animados a criarem mais. Foi quando gravamos o primeiro EP: “À Nohrma”. Cada integrante compôs uma ideia principal, dando a cara do grupo."


Questionado sobre o que a Dona Nohrma tem de diferente, ele é direto ao dizer que o grupo tem músicas feitas para emocionar, para alegrar, mas principalmente para durar.


"O tempo é quem diz ao mundo quais artistas valem à pena ser lembrados. Criamos com o objetivo de tocar as pessoas sempre que nos ouvirem."

Imagem: divulgação


Sidi explica que o mercado musical busca coisas novas, mas, acima de tudo, quer algo que seja importante para as pessoas, porque o que é importante sempre vende. Aquilo que é superficial pode ter seus momentos de auge, mas não se perpetua.


"A Dona Nohrma é diferente, porque, hoje, em um cenário no qual o rock se encontra mais próximo de onde nasceu, no underground, temos músicas agradáveis e bem construídas tecnicamente, que exaltam as boas emoções e tratam de situações comuns à nossa vida, sempre com muito otimismo. Em dias tão difíceis, a música precisa exercer sua função de encorajar as pessoas a viverem da melhor forma possível."

Como o Portal Futuro Livre, em geral, é curioso. Questionamos sobre o próximo trabalho do grupo, e fomos tentados para um próximo bate-papo com a banda, leia a resposta de Sidi e entenda: "A Dona Nohrma está produzindo um álbum totalmente alto astral. Depois de gravarmos 6 faixas em 2 EP´s, resolvemos focar em músicas pra cima, que comporão o show praticamente todo autoral e que façam as pessoas se sentirem bem para que queiram nos ver tocando de novo. A gente fica ansioso pra mostrar, sim, alguns trechos das novas canções. Quem sabe na próxima conversa!"


A especialista Cris Rizo comenta sobre o rock em geral e um eventual preconceito com ele:


"Eu posso ficar aqui falando horas e horas sobre o rock, não diria que seja um preconceito e sim falta de interesse, o rock no geral tem o poder de ir do contra, e isso não é muito o que as pessoas no geral querem, por isso deixado de lado. O rock é algo desafiador, é muito além de um ritmo, é um estilo de vida, é dedicação, estudo. As vezes o rock é difícil de rimar e se compreender, considerado a ovelha negra da família."

Cris, ainda em entrevista, explica sobre o trabalho na produção artística, algo tão essencial para os talentos brasileiros:


"O produtor artístico tem a missão de captar a essência do artista e colocar essa essência em sua persona, seja em sua aparência, seu layout de trabalho e apresentações."

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