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O Regionalismo Sonoro 3/10

Atualizado: 10 de abr. de 2023

O Brasil, sem sombra de dúvidas, tem diversas representações culturais. O sergipano Roberth Rodrigues, por exemplo, tem um projeto que neste ano de 2023 será em parceria com a dupla InVersos, do trap de São Paulo.


Roberth é um cantor de 21 anos de idade, e um de seus projetos é o 'Eu, Roberth Rodrigues'.

"Tenho um carinho muito grande por este trabalho que foi meu ponto de partida de forma profissional na música. Nele, separei canções que trazem um pouco da linhagem musical que é o meu forte, que é o lance do Piseiro e do Pop. São 3 faixas que retratam o amor, a relação e as emoções."

A produtora artística, fonográfica e executiva, Cris Rizo, em entrevista ao Portal Futuro Livre explica: "o cenário musical brasileiro é muito rico, cada lugar do país tem uma particularidade, as misturas de culturas contribuem para uma música única, que tão é valorizada no exterior."


Roberth Fernandes possui um talento diferenciado e desde a infância, ele já tinha uma influência muito grande na música, o cantor garante que poder ter isso realizado de forma concreta é de enorme satisfação e realização.

Imagem: divulgação


Para ele, o sucesso é definido da seguinte maneira:


"O sucesso é você ser reconhecido e poder viver daquilo que ama fazer. Independente de dinheiro, você precisa se sentir realizado. Isso pra mim é o grande sucesso na vida."

Imagem: divulgação


Em relação ao sucesso, isso é sonho para muitos artistas. A especialista Cris Rizo explica:


"Esse é o termo certo: "sonho", no geral é algo gradativo, precisa ter um planejamento dentro das possibilidades do mercado, no geral temos que lidar com cautela, pois muitos artistas se dedicam a vida inteira."

Entrevista Dé Lucas:


Qual a importância do artista estar conectado com causas sociais?


Dando sequência aos conheceres deste imenso Brasil, Dé Lucas é o nosso próximo entrevistado. O Regionalismo Cultural desembarca em Sergipe, Dé é um cantor engajado também em pautas sociais.


"Eu compreendo a arte como ferramenta de transformação da sociedade. Óbvio que a arte com o viés do entretimento é fundamental, somos permeados pela arte. Mas penso também que seja reflexos das referências musicais que influenciaram o Brasil."

Dé segue dizendo: "O artista, a artista naturalmente tem um alcance maior de visibilidade, quando temos artistas de consciência social que permite compreender a importância dos movimentos sociais, das lutas, das causas, damos mais vozes ao povo, que esse povo também é nosso público, o que a gente faz por quem curte a gente? Respeitar a diversidade, a pluralidade, a abrangência da arte e seu papel na história, a gente vai entendendo que se é para nós, por nós, é bom que estejamos conectados cada vez mais com as causas sociais, o que pode se se chamar das lutas por espaço, direitos e dignidade."


Você tem uma vivência em outros estados. Como você define sua carreira? E o que pode dizer da importância da MPB nela?


Dé Lucas tem em seu currículo a passagem por outros estados, sendo considerado então um cantor popular, é do forró, ou seja, da música popular brasileira. Dé Lucas comenta:


"Partindo da suposição colocada pelo poeta, “O artista tem que ir aonde o povo está”. A gente se joga afim de criar oportunidades que muitas vezes não encontramos no nosso torrão natal. Experienciar novas culturas, novos costumes, novas rotinas, em um Brasil continental, com múltiplas facetas… O forró é MPB, já dizia o Juíz de Direito Sérgio Lucas, que também é cantor e compositor e forrozeiro. Acho que não consigo definir minha carreira assim, penso que minha carreira seja sempre uma construção constante, porém acredito que justamente por acreditar na arte, é que superamos o desejo de parar e tentar contribuir com a manutenção da história do Brasil e ser músico é um pouco disso."

Dé Lucas comenta sobre o nordeste e a riqueza da região: "O ritmo mais tradicional disseminado e até hoje mais difundido hoje no nordeste é o forró, o nordeste é esse grande centro do forró, o que só por esse fato já teria seu título de música, que é bastante popular e brasileira."

Imagem: divulgação


O cantor ainda segue dizendo: "Levar a cultura nordestina em forma de música, em forma de forró, é levar a história de um Brasil que muitas vezes é romantizada ao ponto de nordeste ser uma área pobre, sofrida e sem cultura, a cultura é a seca e o falar “errado”… somos da linhagem de Luiz, rei do baião, de Jackson do pandeiro, Marines e Clemilda, nossa riqueza é a força da nossa gente. E a música é combustível sempre para todos nós. “Se eu deixar de cantar eu não sou feliz, ser poeta eu sou porque Deus quis e ser doutor eu não sou porque eu não quero” (Verso do poeta popular Zé Cardoso)"


Questionado sobre preconceito, Dé Lucas comenta:


"Sim, existe preconceito! O artista hoje ele quase sempre mal compreendido, isso obviamente quando não estamos falando dos grandes nomes do mercado fonográfico e entretenimento, pelo menos não da sua grande maioria. A arte talvez tenha caído no limbo reducionista do puro entreter, isso considerando que é um opinião é que diz muito da minha visão, com minhas experiências e com vivências individuais e coletivas minhas, não é uma conclusão de um estudo acadêmico, científico, e é assim que acabo percebendo meu mundo ao redor. O artista é taxado de vagabundo, bandido, irresponsável, que não trabalha e por aí segue os mais diversos adjetivos. trazendo Cazuza: “Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro…” “assim caminha a humanidade” Os e as artistas são pessoas mais sensíveis as coisas, viver é uma tarefa árdua, sobrevive é uma necessidade e arte não existe sem o artista… não adianta compreender e amar a arte quando não se faz o mesmo com o artista."

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