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Datena, Marçal e cia: a disputa em São Paulo promete ser interessante

Há tempos não se via uma disputa tão interessante quanto a deste ano de 2024 pela Prefeitura de São Paulo. Diferente de outros anos em que a disputa era entre PT e PSDB, e terceiras vias já conhecidas no âmbito eleitoral paulistano (leia-se Celso Russumanno, do Republicanos), este ano a Eleição Municipal na maior metrópole do país consiste em ter candidatos diferentes.


Essa é a Coluna INTERFERÊNCIA, que apresenta fatos históricos, comparações polêmicas e teorias da conspiração. Vale tudo para este debate. Hoje, em especial, uma análise sobre a disputa pela Prefeitura de São Paulo.

À começar pelo atual Prefeito da cidade, que é filiado ao MDB. Ricardo Nunes não é popularmente conhecido, mas está entre os favoritos ao cargo. Vez ou outra discreto, sua força pode ser maior com um nome interessante para o cargo de vice. Nunes terá o apoio do ex-Presidente Jair Bolsonaro e, também, do Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Por outro lado, o Presidente Lula, o ex-Prefeito e atual Ministro da Fazenda, Fernando Haddad e, obviamente a pré-candidata à vice Marta Suplicy, estão com Guilherme Boulos, do PSOL.


O candidato da esquerda leva pequena vantagem na maioria das pesquisas, e com a ex-Prefeita Marta Suplicy na chapa, a ideia é uma disputa forte. O que pesa contra o candidato de Lula é sua rejeição. Alguns o consideram radical demais. Uma ala do PT, aliás, não gosta da ideia do partido não ter um candidato próprio na disputa. Marta, agora no PT, é a representante do partido nas Eleições deste ano. Cabe lembrar que Marta era, até pouco tempo atrás, uma 'aliada' de Nunes, inclusive com um cargo na atual gestão.


A terceira via fica com Tabata Amaral, do PSB, partido de grandes nomes da política de São Paulo, os populares Márcio França e Geraldo Alckmin, ambos estão no Governo Lula, o último é Vice-Presidente do Brasil. Tabata vem crescendo na disputa, e um nome muito forte atrelado a sua candidatura era, até então, do apresentador José Luiz Datena, que até participou do lançamento do nome de Amaral à disputa em São Paulo.

Tabata teria em Datena um vice forte, e extremamente conhecido, sendo uma opção para quem quer fugir da disputa Lula-Bolsonaro. A Deputada Federal, no entanto, poderá buscar um novo nome para ser seu vice. Datena se filiou ao PSDB, histórico e conhecido partido. A novidade é que o jornalista pode estar na disputa como candidato ao cargo de Prefeito, e não mais como vice de Tabata. Isso o tempo vai responder com precisão.


Se Tabata tinha em Datena o nome mais conhecido e mais interessante para uma disputa forte, as coisas para ela podem ficar centralizadas na disputa com o candidato do União Brasil. Kim Kataguiri é pré-candidato também. Sobre ele, existe uma incógnita sobre qual será seu alvo na disputa. Se será a disputa pela terceira via ou uma intensa batalha para diminuir a popularidade de Boulos e Nunes, só o tempo dirá.


E o tempo reservou outra novidade, que pode mexer com os números nas pesquisas, afinal de contas o eleitor paulistano é uma caixinha de surpresas. O PRTB anunciou a pré-candidatura de um dos nomes mais conhecidos dos últimos tempos, o polêmico empresário Pablo Marçal. Marçal pode se tornar a opção natural para quem quer fugir de brigas políticas na cidade de São Paulo, deixando as disputas Lula-Bolsonaro (leia-se Boulos-Nunes) e, Tabata versus Kim, para trás. O que o eleitor de Marçal tem, no entanto, como disputa é a candidata do Novo.

A economista Marina Helena, aparentemente (de acordo com entendedores de pesquisas) pode ter sido confundida com Marina Silva, e por isso aparece com bons números em pesquisas Se for seguir um jogo político inteligente, no entanto, questionável, a pré-candidata pode usar estes números a seu favor, e se mostrar de fato como alguém que tem chances de quebrar as polarizadas disputas. Marina pode enfrentar Marçal como uma segunda opção de terceira via. Ela já falou certa vez que é a única candidata da direita na cidade.


Acabou-se a época em que PT e PSDB tinham a guerra do pobre e rico, do povo e do empresário e da esquerda e direita como conhecíamos. A esquerda tem um candidato diferente, popular, mas com rejeição, já a direita um candidato alinhado com quem tem alta popularidade, mas com alta rejeição. Outros nomes, se souberem jogar o jogo, podem desmotivar a disputa nacional em São Paulo, e focarem de fato nos problemas da cidade, que não são poucos. Que vença alguém que cuide da cidade!


***As opiniões e informações apresentadas pelo colunista não referem, necessariamente, o posicionamento do Portal Futuro Livre e são de responsabilidade de seu autor.


Sobre o Colunista:


Lucas Rogério é editor-chefe do Portal Futuro Livre, além de vice-presidente do Grupo Inovação de Comunicações. Atua como produtor e apresentador do Podcast Mais Futuro e é criador da tag #EvoluirPraPensar no Instagram.


Instagram: @eulucasrogerio

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